Mais uma fraude bilionária

Parece-me que a cada três ou quatro meses o país leva uma pancada daquelas, dignas de desencadear uma revolução francesa.

A de agora é a questão do Banco Master.

Encontrei por aí esse comentário do jornalista Paulo Alceu, do Programa ND Notícias:


Ainda não vi uma síntese tão clara e concisa quanto a desse vídeo, sobre esse assunto.

Com toda vênia, e sem querer me apropriar de nada ou transgredir qualquer coisa, segue a transcrição do que ele falou:

É claro que vocês estão acompanhando o caso do Banco Master.

O Brasil assiste hoje o que em qualquer democracia consolidada seria o estopim para uma crise institucional sem precedentes.

Em país sério, né.

No mínimo dois ministros de toga suprema já estariam sendo afastados de suas funções até prova em contrário. Eu refiro-me ao Alexandre de Moraes e principalmente a Dias Toffoli.

Num país sério, a simples suspeita de má conduta seria suficiente para um afastamento.

Jamais estariam assinando decisões. Até porque o que começou como uma fraude bilionária atinge o topo da pirâmide jurídica.

Isso é triste. Isso é assustador.

São pessoas com o poder de condenar e absolver, manchadas pelas suspeitas.

E como não há rigor ético e moral nesse país, na corrupção institucionalizada, nada nada nada acontece.

Tanto que Alexandre de Moraes, onde a mulher dele tem um contrato milionário com o Banco Master, debochadamente participou de uma festa na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, que está em prisão domiciliar.

Tanto que Dias Toffoli debochadamente viajou em jatinho particular com o advogado de um dos investigados.

Como pode um magistrado julgar causas de um banco que sustenta financeiramente sua própria família? Que tem negócios em resort inclusive com suspeitas de participação de facção criminosa e lavagem de dinheiro?

Que Brasil é esse?

A contaminação é geral.

A Lava Jato foi sepultada por políticos, advogados e o próprio STF usando de nulidades processuais.

Agora, mais uma vez, políticos, advogados e togados supremos formam uma frente para tentar frear os tentáculos do banco Master. Só que desta vez estão envolvidos numa forte carga de suspeição parentes de ministros da corte suprema, recebendo milhões de reais, além de participação direta e indireta em transações comerciais.

Caso se confirme uma delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, cai metade de Brasília.

Outra vez presenciamos a promiscuidade dos poderes e o dinheiro.

A volta do senado, agora, semana que vem, está exigindo ações determinantes, até porque a corrupção no Brasil mudou de patamar. Não se esconde mais. Não estão nem aí. Na verdade, se protegem em sigilos e manobras regimentais, no ritmo das togas supremas. Elas entraram em cena.

Olha só aonde chegamos.

O caso Master não se resume a uma fraude financeira milionária, mas à sobrevivência da moralidade pública no Brasil.

Olha, nunca havia assistido a esse canal e a esse comentarista; portanto, não vou referendar tudo que ele fala ou defende, baseado em um vídeo só.


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